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Fall Season 2011 [1]

Novamente aqui estou para um dos meus passatempos mais favoritos do mundo: comentar falar mal amar chorar etc as séries estreantes na TV americana! ❤

Pra iniciar os trabalhos tem New Girl, série com a linda maravilhosa Zooey Deschanel. A trama é bem simples: Zooey é Jess e tenta reconstruir sua vida indo morar com o trio de marmanjos Nick, Schmidt e Coach, após descobrir de uma maneira BEM constrangedora que seu namorado a traía. Jess é meio nerd, destrambelhada, é cheia de manias (vê Dirty Dancing até morrer quando está deprimida e cantarola em vez de falar)… A série foi muito bem na audiência, é bem gostosinha de se assitir, mas acho que ainda precisa melhorar caso queira permanecer no ar. Jess é MUITO bobinha, e em certo ponto isso vai irritar, os três amigos pre-ci-sam de falas e piadas melhores! Só vi o piloto porque amo a Zooey e… É, só por isso mesmo, se fosse outra atriz nem passaria perto. Ainda não me decidi se vai ser cancelada ou terá vida longa, vamos ficar de olho.

Também assisti 2 Broke Girls, outra série que só dei uma chance por ter Kat Dennings tudona no elenco. Para quem não conhece, ela é a principal ao lado de Michael Cera no delicioso Nick & Norah’s Infinite Playlist e amiga de Natalie Portman em Thor. Enfim, Kat é Max, uma garçonete bem durona que responde na cara (até mesmo na cara dos fregueses!) e sempre trabalhou duro. Para completar a dupla temos Beth Behrs (quem?!) interpretando Caroline, uma riquinha que perdeu tudo após seu pai dar um golpe em tudo e todos, e precisa ralar pra ter seu próprio dinheiro. Juntas elas vão tentar juntar grana para abrir seu próprio negócio. As duas atrizes funcionam belíssimas juntas e são o ponto alto do piloto. Não curti muito os coadjuvantes, acho que podem melhorar e muito e as piadas precisam ser lapidadas, mas no geral dei algumas risadas. Tem potencial, quero só ver.

Assisti Up all Night, nova comédia da sempre engraçada Christina Applegate. Até gostei de algumas coisas, como a relação dela com o marido interpretado por Will Arnett e com a bebê Amy, além de Maya Rudolph (ex-SNL) hilária como a chefe de Applegate, mas sei lá… Não fiquei com vontade de ver o segundo episódio, o que é o dever de um episódio piloto. Quem sabe um dia?

Pra completar essa primeira leva de estreias, temos Hart of Dixie. Só dois nomes: Rachel Bilson! A eterna Summer Roberts de The O.C. está de volta nesse drama romântico cômico da CW, canal que vos trouxe One Tree Hill, Gossip Girl, 90210, The Vampire Diaries e mais outras bobagens teens que eu AMO. Ela é Zoe Hart, uma médica que só se importa em ser a mais caralhenta cirurgiã cardiotorácica do mundo e esquece de se conectar com os pacientes e blá blá blá, já vimos tudo isso. Aí pra completar o clichê, ela não é aceita no programa que sempre quis e acaba indo parar numa cidadezinha super provinciana sei lá onde, para se encontrar como médica, onde encontrará também o amor, todos vomita. Ai mas é muito amor, sabe? O elenco é super competente e conta ainda com Scott Porter (ex-Jason Street de Friday Night Lights), a trama é bem leve e vamos conhecendo os personagens na hora certa, na quantidade certa. Tem tudo pra ser hit! Entre essas séries que comentei, é minha maior aposta.

AI, uma última informação! Passem longe de Ringer, nova série da eterna Buffy Sarah Michelle Gellar. Seriously, ela é tão péssima atriz, o roteiro é tão ridículo, as cenas, e Gellar ainda faz irmãs gêmeas… Não aguentei chegar aos 10 minutos do piloto. Experimente por sua conta e risco! E também se afastem de Revenge, nova série de Emily VanCamp (Everwood, Brothers & Sisters). Ela tenta parecer misteriosa e fatal nese thriller que até parecia ser interessante mas não consegui encontrar sua razão de existir e já prevejo um cancelamento. Voltarei com mais, beijo no ombro.

H.

Super 8

Eu tinha prometido um post sobre The Tree of Life, novo filme do recluso Terrence Malick mas, honestamente, não sei o que dizer sobre o filme e ninguém vai me deixar de castigo por não cumprir minhas promessas. Preciso revê-lo e ainda não tenho estrutura física, emocional, intelectual para isso… Fica pra uma próxima.

Então vou falar de Super 8.

Super 8 é o mais novo empreendimento do mago do entretenimento J.J. Abrams, com produção de Steven Spielberg.

No verão de 1979, na cidade de Lilly, cinco amigos estão fazendo um filme de zumbis com uma câmera super 8, sem dinheiro (é lógico), efeitos especiais caseiros, maquiagem simples. Charles Kaznyk (Riley Griffiths) é o diretor “visionário”, buscando sempre aquele momento especial para valorizar a cena. Joe Lamb (Joel Courtney) é o eficiente diretor de maquiagem e efeitos; perdeu a mãe recentemente e ainda está aprendendo a conviver sozinho com seu pai, o delegado Jack Lamb (Kyle Chandler). Para dar um toque feminino ao filme, Charles chama a misteriosa e impulsiva Alice Dainard (Elle Fanning). Enquanto estão filmando na estação de trem, os garotos e garota testemunham a batida de uma caminhonete com um trem da Força Aérea Americana; a partir de então pessoas desaparecem, o exército chega para controlar a situação e tudo vira o caos.

Bem sessão da tarde, né? Mas J.J. Abrams não é um diretor qualquer. Ele e Steven Spielberg são exímios contadores de histórias e, principalmente, de histórias de ficção científica. E foi dessa paixão mútua que surgiu Super 8, um filme-homenagem aos filmes do gênero e ao próprio Spielberg — é impossível não ser imediatamente arrebatado para o mundo de E.T. — O Extraterrestre e Os Goonies. O elenco de crianças foi uma escolha acertadíssima, cada um trazendo uma personalidade bem forte para seu personagem — com destaque para a maravilhosa Elle Fanning, cada dia mais segura e carismática. O filme traz as habituais (e fenomenais, diga-se de passagem) cenas de explosão que J.J. tanto ama, uma dose de mistério que vai se revelando aos poucos, mas são os personagens que seguram Super 8. Apesar de ter aqueles tipos de sempre, como o policial, o alcoólatra, o soldado durão, a criança com trauma… Não tem como não se importar com cada um deles, algo que considero essencial em um filme.

Qual criança nunca viveu seu próprio mundo de fantasia, criou suas aventuras com seus amigos, esperando que algum dia algo realmente impactante mudasse sua realidade? As crianças possuem um olhar lúdico sobre o mundo, encontrando uma possibilidade em cada lugar, em cada pessoa; uma possibilidade de aproveitar todos os momentos e ser criança, de entender essa infância que passa tão depressa, de retardar o processo de “ser adulto”. Super 8 é um filme sobre a infância, mas não necessariamente apenas para crianças. Não sei se muitas crianças gostaram do filme, mas sei de muitos adultos que se encantaram com a trama e com todo o seu clima nostálgico (meu pai se inclui na lista), o que era uma das metas de J.J. com seu filme.

Eu acho que é isso o que todos nós, crianças e adultos, buscamos em maior ou menor escala – uma válvula de escape. Algo que nos tire dessa vida e a transforme irreversivelmente, que nos faça perceber que o mundo é muito maior do que nossos sonhos e dramas da realidade. Super 8 é um filme para incitar a criatividade saudável nas crianças, a brincar com os amiguinhos na rua, correr, se machucar, ser uma criança; além disso, ele traz lembranças desses momentos aos adultos, lembrando-os que os sonhos infantis ainda continuam pelo resto de nossas vidas.

H.

the comeback (?)

Quase um ano após o último post nesse singelo blog que ninguém lê, voltamos! Na verdade eu volto, meu comparsa Yuri Tembra nos abandonou, rs. Muita coisa aconteceu nesse período de quase um ano, sendo a mais importante delas meu novo status de universitário de medicina, após três longos anos de frustrações, esperança e determinação (modéstia à parte, né).

Eu tinha me prometido que tentaria escrever aqui sempre, mas a vida na universidade é muito pior e o tempo é pouco, então fui adiando esse momento — até hoje. É tão bom escrever, sabe? Não quero tentar ser um novo hit entre os bloggers por aí e muito menos ser uma referência entre os amantes de cinema e séries (a música infelizmente ficará em segundo plano aqui, não tenho muita competência nessa área). Quero apenas escrever sobre os assuntos que eu amo, e até um pouco da minha vida e sonhos e o que mais eu quiser já que o blog é meu beijos. Quem sabe eu até consiga tocar algum coraçãozinho entre os que aparecerem aqui no Grooveslam, ficaria muito honrado.

Mas enfim, vou assistir minhas lindas de Pretty Little Liars agora e semana que vem espero ter um comeback post do tão aguardado filme The Tree of Life para apresentar aqui pra vocês. Fiquem com um gostinho do belo trailer, adiós!

H.

 

E finalmente chegou o período do ano mais esperado por mim – a Fall Season. Época do retorno das nossas séries favoritas, estreia de novas séries… É muito bom! E como a lista de estreias e retornos é grande, além da minha ocupação de estudante pré-vestibulando, aos poucos vou comentando sobre as novidades da TV americana. E pra começar temos The Event, Hawaii Five-0 e Undercovers.

The Event – Sean Walker, um qualquer aí na vida, investiga o estranho desaparecimento de sua namorada, e de algum modo isso está ligado a uma conspiração contra o presidente dos EUA. Ah, e ainda tem o tal “Evento“. Misterioso, não? Bem, como eu já disse aqui nesse mesmo blog, tenho lá minhas preocupações quanto a The Event. Pelo piloto podemos esperar idas e vindas loucas, perseguições, explosões, caras e bocas misteriosas, caras e bocas clichês – e quem disse que isso é ruim? A série tem sim um algo a mais, sua edição conturbada (a ação ocorre indo e vindo no tempo, mostrando o decorrer dos fatos até seu desfecho atual) é até eficiente, o elenco tem muita gente conhecida do mundo das séries como Blair Underwood (The New Adventures of Old Christine, In Treatment), Scott Patterson (Gilmore Girls) e Zeljko Ivanek (Damages, Heroes). Resta saber se vai ter fôlego pra tanta ação e mistério, bem como um mistério que seja digno de fidelidade dos espectadores; e espero que perca o estigma de “A Nova Lost, publicidade que nenhuma série estreante merece receber, visto que decepções acontecem aka FlashForward. Vou acompanhar, oremos.

Hawaii Five-0remake da série homônima exibida em 1968, que ficou no ar por 12 temporadas. A série segue uma força-tarefa com carta branca para usar de todos os recursos, lícitos ou não, para combater o crime no Havaí. Sweet! O piloto foi muito bem assistido – 14 milhões de espectadores nos EUA! – então acho que será um dos hits do ano. Mas também pudera: a série tem violência, cenas de ação ótimas, lindas tomadas das praias havaianas, corpos desnudos, uma grande base de fãs antigos (btw, perguntei pro meu pai e ele assistia à série; how about that?!), um roteiro onde até os clichês funcionam. Fórmula para o sucesso, oi. Em sua terceira tentativa no mundo serial, Alex O’Loughlin (Moonlight, Three Rivers)  finalmente acertou na escolha, e irradia carisma no papel do líder do grupo. Scott Caan (Ocean’s Eleven, Twelve e Thirteen) é o alívio cômico da série e cumpre muito bem seu papel, mostrando grande interação com O’Loughlin. O querido Daniel Dae Kim (Lost) e a belíssima Grace Park (Battlestar Galactica) completam o elenco, sem muito o que fazer por enquanto, mas algo de bom virá deles dois. Masi Oka (Heroes) completará o time no quinto episódio. Diversão, boa história, química entre os principais – a gente vê por aqui. Ah, e na minha humilde opinião considero Hawaii Five-0 a série com o elenco mais bonito da Fall Season, tire suas conclusões com a foto acima.

Undercovers – sou muito suspeito pra falar, mas amo J.J. Abrams. O cara é foda, e pronto. Então a cada novo projeto, eu já crio uma expectativa gigantesca e com essa nova série não poderia ser diferente. Seguimos a vida do casal Steven e Samantha Bloom, ex-espiões que decidiram sair da vida de aventuras e viver calmamente. Até que cinco anos depois são chamados para uma missão – onde a verdadeira razão para isso não é revelada. Nem para eles, e nem para nós. Lindas cenas em Paris, Madri e algum lugar na Rússia; Gugu Mbatha-Raw e Boris Kodjoe estão deliciosos no papel de Sam e Steven; ação de primeira qualidade. Pois é, Abrams é isso; com Undercovers ele volta ao gênero que o consagrou (Alias, para os leigos) e particularmente, gostei muito. Uma série de qualidade pra ser vista e se divertir, assim como qualquer outra desse mestre.

Por enquanto é isso. Deixo aqui a abertura de Hawaii Five-0, pra você ouvir a canção-tema e pensar “Porra, é daqui que veio essa droga!”, risos. Aloha!

H.

Little Miss Sunshine

“She’s a very kinky girl
The kind you don’t take home to mother.”

Acho que esse é o post que mais demorei para escrever. Escrevi uma vez, achei péssimo; apaguei tudo, recomecei, achei podre. Deixei de lado, vivi a vida, e fui seguindo assim até agora. Mas enfim, tá aqui.

Cara, eu amo muito Little Miss Sunshine (Pequena Miss Sunshine, na tradução). É um amor platônico, indecifrável, irrefreável. Sério, não estou sendo exagerado. Claro que não é um filme imabatível no gosto popular, tem gente que acha a história bem bobinha digna de Sessão da Tarde, mas pra mim é uma pequena obra-prima.

Olive (Abigail Breslin) é uma pequena coisa fofa que sonha em ser Miss Estados Unidos, com a ajuda de seu Avô (Alan Arkin) viciado em cocaína ou whatever. Richard (Greg Kinnear) e Sheryl (Toni Collette) são os pais de Olive. Ele, um fracassado otimista vendedor de um programa de auto-ajuda; ela, uma mãe ex-divorciada e infeliz. Dwayne (Paul Dano) é filho do primeiro casamento de Sheryl, e sonha em ser piloto de caça. Frank (Steve Carell) é o irmão gay de Sheryl, que vai morar com a família quando falha na sua tentativa de suicídio. Todos vão juntos dentro de uma Kombi amarela para a Califórnia quando Olive se classifica em um concurso de beleza.

Little Miss Sunshine é um road movie, e um dos melhores do gênero. Ao longo da estrada, a família sem sobrenome (algo constatado só na 36493178ª vez em que vi o filme!) passa por algumas situações bem inusitadas e trágicas e cômicas – tudo para aprender o quão losers eles são! Infelizmente não posso comentar as cenas do filme, pois cada uma tem um significado para cada personagem, e saber spoilers só atrapalha a viagem de quem nunca/já assistiu ao filme. É uma pena, porque posso comentar esse filme em todos os seus detalhes, por horas a fio.

Little Miss Sunshine é simples e genial. Engraçada o bastante para não se levar tanto a sério, dramática o bastante para ser levada bastante a sério. O elenco é espetacular, como pouco se vê em filmes – destaque para a talentosíssima Abigail Breslin, que conquistou o coração do mundo com esses óculos da foto e sua falsa (?) barriguinha proeminente. As situações vividas pela família podem até parecer exageradas e surreais, mas funcionam perfeitamente para ilustrar as mudanças na vida de casa persona da família.

Considero Little Miss Sunshine um filme sobre sonhos, sobre como eles são frágeis e a todo momento eles podem mudar. O sonho que você possui agora pode não ser o que você terá daqui há alguns anos, pois pode não ser o correto para você, ou pode nunca acontecer. E no final, só nos resta ser losers e dançar conforme a música. De preferência com Super Freak by Rick James!

H.

Inception

Juro que ainda me encontro em estado de choque, sem medo algum de parecer um babaca! Sério, o que é Inception?

Como não posso revelar muito sobre a trama, vou fazer um pequeníssimo preview sobre. Dom Cobb (Leonardo DiCaprio) é um hábil ladrão de sonhos. Ele e sua equipe penetram na mente das pessoas enquanto elas dormem, para retirar alguma informação de seus subconscientes. Cobb é contratado pelo empresário Saito (Ken Watanabe) para entrar na mente do herdeiro milionário Robert Michael Fischer (Cillian Murphy); não para roubar uma ideia, mas sim, para implantá-la. Algo considerado impossível.

Caralho, pense na viagem que esse filme seria se caísse nas mãos erradas. Mas para nossa sorte o genial Christopher Nolan não só dirige Inception, como também produz e assina o roteiro! Sobre Chris Nolan: ele é o Midas de Hollywood É um cara que surgiu com o ótimo independente Amnésia, está por trás dos panos no fabuloso O Grande Truque, elevou o nível dos filmes de super-heróis com o fenomenal O Cavaleiro das Trevas. Nolan pode fazer o projeto que desejar pois os executivos e estúdios não vão lhe falar não – só se forem malucos. Mas não pense que ao entrar na cúpula dos grandiosos de Beverly Hills, Nolan cedeu às pressões, pelo contrário; apesar de seus filmes possuírem um apelo imenso com o público, as histórias não baixaram a guarda e continuam com o tom filosófico que lhe é extremamente característico.

Em Inception, Chris Nolan mergulha no inconsciente humano – um lugar tão temido e exaltado por todos. Nos sonhos, tudo pode acontecer; cada um é dono de seu próprio mundo, livre para moldá-lo da maneira mais inusitada. Nolan leva essa experiência até o limite. Cenas em câmera lentíssima, cenários rotatórios, mudanças bruscas de acontecimentos – tudo para deixar o espectador o mais embasbacado possível, como se estivéssemos sonhando com os olhos abertos vendo tudo acontecer numa tela gigante. Bem, gigante não né, isso não exatamente existe aqui em Belém. Inception é visualmente arrebatador, e todas as técnicas que Nolan emprega para dar mais veracidade ilusão poderiam ofuscar a história, o que não acontece de jeito nenhum.

A trama poderia ficar até arduamente complexa, cheia de idas e vindas por dentro dos sonhos e sonhos dos sonhos, mas Christopher Nolan consegue ser magistral na direção e claro, na edição do filme, pois tudo se encontra no lugar exato – sem pontas soltas ou nós duplos. De início você pode até sentir a cabeça girando com todas as ideias que Inception joga no tabuleiro, mas depois tudo fica claro – não exatamente, pois estamos falando de Nolan, o mestre da enganação! – e as peças vão se arrumando. Destaque para a perfeita trilha sonora de Hans Zimmer e pelo trabalho de fotografia impecável.

Ah, claro – os atores. Não tem ninguém atuando no piloto automático. Nolan extrai o melhor de Leonardo DiCaprio, cada vez melhor. A bela Marion Cotillard mostra uma faceta dark que muito me agradou. Meu querido Joseph Gordon-Levitt mostrando ser bastante eclético e surgindo para o mundo, nada mais justo. O pouco conhecido Tom Hardy revela seu potencial cheio de sotaque inglês. Ken Watanabe e Cillian Murphy fazendo o ordenado, com muita precisão. Até Ellen Page está ótima no filme, acho até que mereceu aquela indicação. Mesmo quase não aparecendo, Michael Caine não poderia ficar de fora desse elenco incrível.

Agora pra finalizar, preciso comentar meu sentimento em relação à cena da foto acima – ÉPICA! Gordon-Levitt correndo nas paredes, flutuando, correndo contra o tempo, cenas de uma van caindo da ponte intercaladas com a ação, Hans Zimmer inspirado na trilha sonora. Pense, fiquei tenso do início ao fim, minhas mãos suavam, eu tava literalmente sem fôlego, vira e mexe eu me via buscando por ar, eu quase choro com toda a perfeição dessa cena espetacular que não quer mais sair da minha mente. E sério mesmo, é tão deslumbrante que eu quase chorei! Pode me chamar de babaca. Tá bom, eu chorei sim!

Fácil, fácil – o melhor filme do ano! E vou ver novamente amanhã com a mamãe. By the way, na tradução nacional o título é A Origem, bastante pertinente.

H.

AMC Network

 

Decidi fazer algo diferente hoje. Em vez do costumeiro post comentando uma série, vou comentar sobre as séries de um canal específico – a AMCAMC é a sigla para American Movie Classics. Originalmente o canal exibia filmes clássicos, anteriores aos anos 50; após uma reformulação começou a exibir todos os tipos de filmes, inclusive adentrando no mundo das séries. Não sei se o canal era muito conhecido lá nos EUA há 20 anos, mas sei que sua popularidade deve ter crescido exponencialmente com o sucesso da série Mad Men – seu primeiro hit.

Então vamos começar os comentários.

Mad Men é a série-bebê do canal. Ambientada em uma agência de publicidade na década de 60, a série foca no brilhante publicitário Don Draper (Jon Hamm), um homem cheio de charme e mistério. Problemas conjugais, puladas de cerca, pressão no trabalho, enigmas do passado – tudo converge para moldar a personalidade de Don. Mas muito mais do que isso, a série é um panorama da sociedade da época, seus preconceitos, padrões de comportamento, consumismo, corrupção. Tudo com muita elegância e apuro! Mad Men está em sua 4ª temporada e tem levado pra casa todos os prêmios de Melhor Série Dramática desde sua estreia em 2007, com louvor.

Breaking Bad é uma série contemporânea. Walter White (Bryan Cranston) é um certinho professor de química que descobre estar com câncer de pulmão. Puto da vida, Walter decide iniciar seu próprio negócio para assegurar o futuro de sua família, produzindo e vendendo metanfetamina – com a ajuda de Jesse Pinkman (Aaron Paul). É claro que muita coisa pode rolar por aí! Não sei porquê, mas antes eu tinha muito preconceito com a série; ainda estou vendo a 1ª temporada e juro: é um trabalho primoroso. O roteiro é excelente, mas a alma da série é mesmo Bryan Cranston. Levou até prêmio de Melhor Ator Dramático quando ninguém esperava, mais do que merecido. Tem 3 temporadas.

Rubicon estreou ontem no canal. Will Travers (James Badge Dale) é analista de uma agência especializada na quebra de códigos. Ao descobrir um código nas palavras-cruzadas de um jornal, começa a desconfiar que seus chefes são membros de uma sociedade secreta que manipula acontecimentos globais. Nada de muito excitante, né?! Mas digo, Rubicon é um excelente thriller conspiratório. Tem todo um clima noir que muito me agrada, teorias da conspiração que muito me agradam, mistérios e bons atores – acho que pode ser mais um hit para a AMC. O que de fato pode acontecer já que a estreia de ontem foi a maior para o canal, mesmo acima de Mad Men e Breaking Bad. Resta esperar!

Mas a série que vai virar o novo hit da AMC – e aposto tudo nisso! – é The Walking Dead. Como o título já explica é uma série sobre zumbis. Opa, na verdade será uma série com zumbis. The Walking Dead seguirá um grupo de pessoas lutando para sobreviver nessa nova realidade, onde o medo e a inconstância são os novos governantes. Sério, tem como não querer acompanhar essa história? A série é baseada na série de  HQ’s homônimas e estreia em outubro. Não consigo conter a expectativa com essa série, até sonhei com ela. Verdade!

A AMC está se mostrando um sinônimo de qualidade e compromisso, começando a peitar canais de peso como HBO e Showtime. Isso é ótimo para nós, espectadores, pois o nível das séries só eleva cada vez mais – transformando pequenos canais da TV à cabo em máquinas de sucessos e prêmios. E desculpem pela foto do zumbi acima, mas não encontrei o logo da série The Walking Dead, foi o último recurso. 

Lembrando que a AMC é um canal americano, viu?

H.

Friends

Ainda tô com lágrimas nos olhos enquanto escrevo esse post.

Friends foi a primeiríssima série que vi na vida, assistia com meu pai sempre que passava na Warner Channel. Claro que na época eu não sabia que era uma série super cultuada pela crítica e pelo público, eu só via porque era muito engraçada – e na época eu ainda não chorava vendo filmes/séries/comerciais/afins. Era um momento de descontração, sem qualquer compromisso em acompanhá-la fielmente. O que eu continuo a fazer, já que de vez em quando passa um episódio que eu nunca tinha visto e acho ótimo!

Pra quem veio de outro planeta ou acabou de ser descongelado ou acabou de nascer, Friends mostra a vida de seis amigos nova-iorquinos. E só! Tem como uma trama ser mais simples do que isso?! A ideia para a série é tão fantástica e abrangente que virou uma espécie de molde para muitas outras que surgiram após ela. Mas não posso esquecer que a própria Friends não é exatamente original, pois Seinfeld é uma série lançada cinco anos antes e que também mostra o cotidiano de um grupo de amigos. Apesar de Seinfeld também ser um incrível sucesso e cultuada até hoje, acho essa série um porre. Desculpem os fãs.

Friends durou 10 temporadas(na última temporada, cada um dos atores principais recebia UM MILHÃO de dólares por episódio!), ganhou inúmeros prêmios e nunca mais saiu do coração dos seus fãs. Pra ter uma noção, o series finale foi assistido por pouco mais de 52 milhões de pessoas! – e pensar que hoje em dia é difícil uma série passar dos 30 milhões em audiência. Muitos atores famosos fizeram participação na série, como: Brad Pitt, Sean Penn, Julia Roberts, Bruce Willis, Winona Ryder, Jean Claude Van Damme, George Clooney, Dermot Mulroney, só pra citar alguns poucos. Até um dos principais de Seinfeld participa de um episódio – que moral, hein.

Acho que Friends é a única série onde eu gosto amo todos os personagens, todos mesmo. Não tem como achar falha em nenhum deles; claro que isso é trabalho dos intérpretes de cada um, esses queridos. Começando os trabalhos. Phoebe Buffay (Lisa Kudrow) é uma louca retardada sem noção que é um amor de pessoa, a melhor do núcleo feminino. Bem, eu ia falar de um por um, mas percebi que todos os personagens são “loucos retardados sem noção e um amor de pessoas” – Chandler Bing (Matthew Perry), Monica Geller (Courteney Cox Arquette), Ross Geller (David Schwimmer), Rachel Green (Jennifer Aniston) e Joey Tribbiani (Matt LeBlanc). Cara, égua do elenco perfeito! Hoje em dia nem todos fazem sucesso na TV ou no cinema, mas sempre são lembrados por esse trabalho – o que é meio ruim, mas quem se importa?

Cada personagem tem um jeito louco de ser e eles vão te cativando desde o início. É impossível não rir das caras estranhas do Joey e seu grande charme e apetite. Monica sempre organizada e neurada com tudo. Chandler com seu humor deturpado e comportamento inadequado. Ross nerd e seus casamentos. Rachel mimada procurando sua independência. Phoebe com sua grandes composições musicais e jeito de mulher fatal. São coisas tão comuns que Marta Kauffman e David Crane conseguiram transformar em situações hilárias, de um jeito atemporal. By the way, queria muito tomar um café no fictício Central Perk, local de encontro dos Friends. Apesar de odiar café!

Hoje eu assisti ao último episódio pela sei lá qual vez, e chorei esse mesmo tanto de vezes! É um episódio muito emocional para todo o mundo, e mesmo deixando bem de lado a comicidade sempre presente na série, não deixa de ser satisfatório e belo. Vou até parar por aqui, senão choro de novo! Ah, e essa sétima pessoa aí da foto acima é o Mike (Paul Rudd), marido da Phoebe e personagem não fixo da série – mas foi a foto mais bonita que achei. Então.

H.

Meu nome não é Stereomood, mas olhando pra esse domingo chuvoso e minha parte depressiva da biblioteca do iTunes (leia-se 75%) , resolvi por em prática uma ideia que eu já tinha tido há um tempo; postar mixtapes aqui no blog. Ok, não exatamente mixtapes, mas seleções músicais sem a parte da mixagem porque eu não sou obrigado a mixar e nem vocês são obrigados a terem meus dotes quase nulos de mixagem na caixinha de som, então melhor manter assim.

A seleção de hoje é baseada nessa vibe de domingo chuvoso, como já disse antes. Aquele tipo de música a ser ouvida no escuro do quarto, com os trovões rolando ao lado (isso antes da Celpa ser Celpa e a energia faltar). Hoje a seleção tem um “q” mais eletrônico-etéreo pra curtir a chuva, enjoy.

01.  Coming Up For Air – Siobhán Donaghy
I’m feeling colder now, a little bolder now
Pure as my sins allow, broke every promise and proud

02. Bunny Club – Polly Scattergood
And I hope that there’s no love lost there
“No, sir. There is no love left in here”

03. Stay Until Summer – Alexis Strum
Same old trees, different dreams, another reason to escape
Don’t be mistaken, shadows are vacant

04.  Wish I Stayed – Ellie Goulding
Letters were all sent with no addresses so that people can’t discover
We’re always undercover

05.  Sad Song – Au Revoir Simone
I want to remember the places that we left
Lost to the mists of time

06.  23 – Blonde Redhead
23 seconds, all things we love will die
23 magic, if you can change your life

07.  Broken Glass – Adaline
Tragic to see this picture end
As wounds fill me in again

08. Dead Things – Emilíana Torrini
I let the snow melt in my mouth
Until my head hurts, until I’m out

09. Black Acres – Elysian Fields
In the web of dizzy leaves
Virgins all, elude the trees

10. Cosmic Love – Florence + The Machine
But then it stopped and I was in the darkness
So darkness I became

11. Wait It Out – Imogen Heap
Everybody says time heals everything but what of the wretched hollow?
The endless in between. Are we just going to wait it out?

12. Until We Bleed (feat. Lykke Li) – Kleerup
So we’re bound to linger on, we drink the fatal drop
Then love until we bleed, then fall apart in parts

13. VCR – The XX

When I find myself by the sea, in anothers company by the sea
When I go out the pier, gonna die and have no fear

Download (faixa a faixa)

Lost

 

Lost é a minha série mais favorita dentre todas as existentes e que ainda existirão. E eu não estou sendo preciso o bastante! Lost não foi a primeira série que eu comecei a seguir – Friends ocasionalmente, The O.C. religiosamente –  mas foi a que me viciou nesse mundo mágico da televisão americana, e por isso sou muito grato. Tenho um carinho extremo por todas as séries que assisto, mas por Lost é mais como um amor incondicional. Que alguns podem confundir como loucura ou adoração ao demônio ou criação de seitas religiosas.

É inegável que Lost passou por altos e baixos. Quando o querido do J.J. Abrams surgiu 6 anos atrás com a história de um grupo de sobreviventes de um acidente aéreo, perdidos numa ilha maluca, a série foi sucesso imediato. Arrebatou o coração de 18 milhões de espectadores – e isso só nos EUA – abocanhou inúmeros prêmios como os Golden Globes e os Emmy e se tornou um fenômeno da cultura pop americana. E por que não dizer mundial? Com uma trama complexa, cheia de personagens, mistérios envolventes e ininterruptos, Lost foi pioneira na criação de tramas paralelas ao que víamos na TV, com jogos complementares, sites fictícios, teorias conspiratórias que só enriqueciam a experiência de se sentir perdido.

O monstro de fumaça, o chamado em francês, o Black Rock, Adão e Eva, a escotilha, as outras escotilhas, vídeos de orientação Dharma, os Outros, a Vila Dharma, os outros Outros, portugueses no Ártico, flashbacks, flashforwards, flashsideways, estátua de 4 dedos, Jacob, viagens no tempo, eletromagnetismo, Rodrigo Santoro. Enfim. Lost sempre despejou muita informação na cabeça de seus fãs, incansavelmente. Perdeu vários fãs – que obviamente não eram fãs! – por conta das questões não respondidas; mas também ganhou milhares outros, que sempre buscavam por mais enigmas e dicas no meio da série.

Foi por issos acima que eu me apaixonei por Lost. Por ser uma ideia não exatamente nova mas bastante intrigante, por beber de várias referências sem deixar de ser original, por ser uma série sci-fi de primeira linha sem cair na breguice. Mas muito além disso, me apaixonei pelos personagens. Adoro uma boa história, e Lost tem isso. Mas uma boa história precisa de bons personagens, com os quais você possa se conectar, encontrar algo de minimamente parecido com você mesmo. Jack, Locke, Kate, Sawyer e companhia tinham grandes expectativas para a vida, mas como todos nós eles eram falhos, e perderam seu rumo. Precisavam de uma chance para (re)descobrir qual o propósito de suas existências – que afinal, é a pergunta que muitos se fazem. E foi naquela ilha doida, perdida escondida no Pacífico, onde eles perceberam o que o Destino traçou para eles. Ou não, não é mesmo? Eu pelo menos acredito que cada um faz seu Destino, o que não deixa de ser verdade para Jack e cia.

Lost fez história e será referência para muitas outras séries que chegaram/chegarão. Nos meus míseros 19 anos, nunca vi uma série para arrebatar tantos fãs, gerar tantas discussões e especulações, fazer pessoas se organizarem para a confecção de uma legenda mais rápida e bem feita, deixar inúmeros acordados esperando por torrents e legendas, conseguir deixar todos em estado de êxtase com o final de um episódio. Lost foi um marco na minha vida. Quando eu lembro daquele episódio final, algumas lágrimas começam a vir, me arrepio. Sério! Não sei o quanto vai demorar, mas esses roteiristas ainda vão ralar muito pra conseguir criar algo que chegue na sombra da estátua de 4 dedos de Lost.

Lost não teve uma temporada final espetacular, como a primeira e a segunda. Certo, teve alguns episódios que podem entrar no hall dos melhores da série. E certo, teve na minha opinião, o melhor series finale de todas as séries que já vi. E claro, não respondeu a vários questionamentos que criou durante esses 6 anos. Mas não importa. Pra mim. Cada um vê Lost como bem entender, e acho isso mágico. Se cada pessoa do mundo todo visse o último episódio, teria um entendimento diferente, dependendo de sua criação, seu credo, seu estado mental no momento. Vi Lost como uma viagem para o auto-descobrimento, redenção, destino, livre-arbítrio. E continuo perdido, após quase dois meses de seu magnífico e poético finale.

Namastê.

H.